É comum por parte dos produtores que buscam se rentabilizar por meio da ovinocultura de corte acreditar na genética melhoradora como principal alternativa para maiores lucros, direcionando assim os investimentos iniciais do empreendimento.

Fica claro que melhores resultados calcados no incremento genético do rebanho só serão alcançados quando o sistema produtivo estiver apto para atender às exigências nutricionais e de manejo desses animais. Dessa forma, a introdução de animais melhoradores só será uma alternativa quando a “lição de casa” estiver pronta, ou seja, é uma fase posterior a ser trabalhada no planejamento da propriedade. A seleção de animais superiores por meio de programas de acompanhamento do desempenho zootécnico por DEP (diferença esperada de progênie), como a SIL (Sheep Improvement Limited – Melhoramento Ovino Ltda), serão responsivos ao sistema quando a estrutura e organização da propriedade proporcionar as mesmas condições para os animais expressarem o seu potencial.

O foco dos produtores deve ser a constante busca pela eficiência produtiva do sistema, tanto para produção de animais para abate ou venda de reprodutores e borregas com desempenho comprovados. A viabilidade do empreendimento está calcada basicamente no aumento da produtividade do rebanho e controle dos custos de produção. Como alcançar esses resultados?

Considerando que a ovelha é um animal herbívoro, a base do sistema de produção é a pastagem. Sendo assim, a primeira etapa para estruturar o sistema produtivo é o planejamento da produção de forragem da propriedade. Trabalhar a pastagem para explorar a sua máxima produtividade e garantir maiores valores nutritivos por meio do ponto ótimo de pastejo reflete em menor custo de produção, ou seja, maior lucro sobre o produto.

Um importante conceito neozelandês de produção: “Nós não produzimos ovelhas, nós produzimos pastagem. A ovelha é a consequência do sistema”. Devemos considerar também que, via de regra, a pastagem é o alimento mais barato a ser ofertado aos animais.

Marcelo Cunha, da Embrapa, acredita que o sucesso na melhoria das pastagens no estado não depende, somente, do acesso às novas tecnologias ou informações, mas de uma mudança no próprio perfil do produtor rural. “Muitos produtores são avessos a enxergar essa nova conjuntura da atividade; a perceber os benefícios de um manejo adequado; a fazer uma gestão diferenciada. É uma questão de conscientização”. O caminho para mudar esta cultura seria o de fornecer a devida orientação técnica e estimular a troca de experiências.

“Quando se dá fragmentos de tecnologia para o produtor, ele não vai saber o que fazer com aquilo”, elucida Moacyr Corsi, Professor de forragicultura da ESALQ/USP, com pós-doutorado em manejo de pastagens. “Não é falar separadamente de bem estar animal ou manejo de pastagens, mas sim mostrar o sistema produtivo como um todo para ele. E oferecer um pacote de ações que possa ser seguido”.

Fonte: Circuito Feicorte NFT – Rural Centro (http://ruralcentro.uol.com.br/).

Para atender às exigências nutricionais de ovinos de alto desempenho é necessário um planejamento anual preciso para não penalizar nenhuma categoria, com prejuízos diretos na seleção do rebanho. Ao se conhecer às exigências especificas de cada categoria e o potencial de produção de forragem da propriedade, é possível aplicar medidas corretivas para fechar as dietas e definir a necessidade de suplementação com farelos, forragens conservadas ou reservas de piquetes mais produtivos e nutritivos. Mais uma vez vale ressaltar a importância de se planejar o manejo da pastagem, consequente ajuste da lotação e nutrição total do rebanho, para melhores resultados no fechamento das contas.

A premissa para cumprir as metas do sistema produtivo é o entendimento do empreendimento e do planejamento da produção por parte do produtor e investimentos constantes na capacitação da mão-de-obra, que deverá executar as atividades sem falhas.

Só será possível identificar as falhas produtivas e selecionar com precisão o rebanho após o sistema estruturado e em funcionamento: nutrição (forragem e planejamento com grãos), manejo (planejamento técnico e capacitação da mão de obra) e controle dos custos de produção (índices zootécnicos). O produtor ao dominar os resultados do seu sistema, torna-se possível definir o foco de um programa de seleção genética e assim introduzir animais melhoradores.

Aumentar a produtividade dos rebanhos e comercializar animais com desempenho comprovados é o principal desafio da ovinocultura brasileira. As ferramentas estão à disposição para serem aplicadas com sucesso, desde que entendido as etapas a serem seguidas.

Dessa forma, destacamos os seguintes PONTOS como fundamentais para melhorar a produtividade da ovelha brasileira:

  • Planejar a produção e conscientizar o produtor e a mão-de-obra sobre a importância de se cumprir as metas estabelecidas;
  • Definir o melhor momento para trabalhar uma genética melhoradora na propriedade;
  • Organizar o sistema de produção para atender um rebanho e alta produção;
  • Definir as principais etapas para a estruturação do sistema focado em aumentar a produtividade do rebanho.
Só o conhecimento nos torna de fato mais ricos. DIA 11 DE MAIO EM PORANGABA – SP. Palestra – Aplicação dos conceitos de foco e organização dentro das propriedades e os resultados na produção de ovinos | Rafael Fernando dos Santos

Só o conhecimento nos torna de fato mais ricos. DIA 11 DE MAIO EM PORANGABA – SP. Palestra – Aplicação dos conceitos de foco e organização dentro das propriedades e os resultados na produção de ovinos | Rafael Fernando dos Santos


Vamos juntos buscar melhores resultados na sua produção.
Equipe CordeiroBIZ