Sistemas de produção com base em pastagens necessitam ser bem conduzidos, levando-se em consideração todos os aspectos de manejo. Um pasto mal manejado implica no aumento dos custos investidos e direcionados, inviabilizando o sistema. É, no entanto, sem duvida alguma, o sistema mais barato quando comparado a confinamentos, além de proporcionar grande variabilidade em artifícios utilizados que somam no produto final: maior quantidade e melhor qualidade e regularidade de oferta no mercado.

No entanto, passar despercebido sobre o manejo da pastagem é em vão. Ainda, o produtor precisar alinhar a mão de obra a entender o manejo adotado – uma tarefa muitas vezes difícil – em função da não compreensão de ambas as partes, desalinhando o objetivo final.

O manejo da pastagem deve ser conduzido no sentido de oferecer alimento de elevado valor nutritivo ao animal em pastejo, respeitando a fisiologia das plantas forrageiras, a fim de garantir sustentabilidade da pastagem. Portanto, é fundamental respeitar as alturas de manejo (entrada e saída dos animais no piquete), que dependem das características morfofisiológicas de cada planta forrageira, além do período de descanso de cada uma e consequentemente seu momento ideal de manejo. Uma forragem que se encontra fora do seu ponto ideal (Figura 1 – Meirelles e Costa), se encontra, vulgarmente falando, passada, implicando em menores ganhos de peso e ainda perdas significativas no desempenho animal. Erros de manejo também pode trazer prejuízos ao sistema produtivo e podemos destacar a perda de material do pasto ou ainda perdas de produções pela colheita precoce.

Figura 1 – Meirelles e Costa

Figura 1 – Meirelles e Costa

Entretanto, cabe ressaltar que embora as forrageiras tropicais apresentem características distintas quanto ao manejo e hábito de crescimento, possuem valores nutricionais semelhantes. Não se pode erroneamente confundir idade cronológica com idade fisiológica, ou seja, tomando por base o capim-Tifton, com ponto ótimo de manejo de 18 dias, estará fisiologicamente com a mesma idade quando comparado ao capim-Tanzânia (28 dias de ponto ótimo). Assim, não será fator de escolha entre os capins tropicais o seu valor nutritivo. Ainda, os capins de clima temperado, dentre eles o azevén e aveia, apresentam maiores valores nutritivos, porém são menos produtivos. Mas, se manejarmos os dois no mesmo tempo de descanso, com certeza, o capim Tanzânia irá ser beneficiado em termos de qualidade. Entretanto, ao mesmo tempo, irá perder produção. Este ponto é fator determinante quando alimentamos programas de formulação de ração, não obtendo êxito no fechamento de dietas.

Só o conhecimento nos torna de fato mais ricos. DIA 11 DE MAIO EM PORANGABA – SP. Palestra - Manejo das pastagens como base para o planejamento nutricional do rebanho: o segredo da ovinocultura Marco Aurélio Factori

Só o conhecimento nos torna de fato mais ricos. DIA 11 DE MAIO EM PORANGABA – SP. Palestra – Manejo das pastagens como base para o planejamento nutricional do rebanho: o segredo da ovinocultura | Marco Aurélio Factori

Cabe ressaltar que intensificar o uso do pasto não é somente aumentar sua lotação, mas sim tornar aqueles sistemas de produção em pastagem um foco de distribuição de larvas de vermes. Intensificar significa aumentar a eficiência.

Artigo escrito por Marco Aurélio Factori, pós-doutorando em Zootecnia DMNA/FMVZ/UNESP/Botucatu-SP.

Equipe CordeiroBIZ