Autor: Luciano Brochine

As fazendas brasileiras constantemente têm sofrido com ataques de predadores e crime de abigeato. Não desistam! Cães de guarda protegem suas ovelhas 24 horas por dia.

Foto: Rafael Santos. Cães de guarda Raí e Raissa da Cabanha Águas de Divisa, Santa Cruz do Rio Pardo – SP.

É incomum encontrar fazendas, principalmente as voltadas à ovinocultura, que não tenham sido acometidas por ataques de predadores, ou até mesmo roubos de animais do plantel, o que impacta significativamente na lucratividade da fazenda, e pode levar até mesmo a desistência do produtor em criar ovelhas.

Na busca por soluções para proteger o rebanho, alguns produtores acabam por cometer diversos equívocos em relação ao manejo dos ovinos, como recolher os animais para os galpões durante a noite, manejo este que priva as ovelhas de pastejarem durante os períodos mais frescos do dia, e ao prender os animais, torna a produção mais cara devido aos custos com suplementação.

A proteção na prática

Ao conhecer os gargalos, é possível encontrar as soluções mais adequadas. A boa notícia é que o cenário é favorável e a resposta é simples: utilizar cães de guarda.

“Após a introdução dos pastores Maremanos, não houve nenhuma perda por ataques na fazenda”. O relato é de Dilermano Barros, produtor de ovinos na fazenda Meia Lua, em Lavras do Sul – RS. Seu rebanho foi atacado por javalis, o que resultou na morte de aproximadamente 100 cordeiros em sua fazenda, um prejuízo muito grande para o produtor. Dilermano concluiu que após a introdução de pastores Maremanos, nunca mais ocorreu ataques por predadores.

Outro fator que merece preocupação é o abigeato, definido como furto qualificado de animais. É um crime corriqueiro, e já foi tema de diversas reuniões e palestras, principalmente na região Sul do Brasil. Trata-se de um assunto de preocupação não só das autoridades policiais, mas também de toda a cadeia da ovinocultura, pois os animais provenientes do abigeato podem se tornar carne de origem clandestina. Luiz Sandi, da Fazenda Campinas, em Lages – SC, relata que os cães foram extremamente eficientes na proteção contra ataques: “Tinha na propriedade ataques seguidos de leão-baio (puma), e ladrões de ovelhas. Depois de introduzir um Maremano Abruzes, não tive mais perdas nesse sentido”.

No vídeo abaixo, um Pastor Maremano lidera um rebanho conduzido para manejo. É possível observar com clareza seu instinto protetor.

Outro exemplo prático da atuação desses cães é o latido quando aparecem pessoas diferentes do seu convívio. Primeiro eles disparam um alerta ao latir insistentemente, e depois eles podem partir para o ataque. Assista:

Perfil dos cães de guarda

Cães de guarda são uma solução bem-sucedida desde que tenham uma boa convivência com os outros cães da fazenda e com os animais de produção. O pastor Maremano Abruzes se encaixa perfeitamente nesses requisitos, e tem sido a raça mais criada no Brasil. Temos outras raças que trabalham na guarda dos rebanhos, como o Kuvasz, ainda pouco conhecida, mas que também é eficiente na proteção.

Os pastores Maremanos são provenientes da Itália, e caracterizam-se por serem cães discretos, porém inteligentes, valentes e protetores. Estão sempre alerta a sons e movimentações diferentes. Não são dependentes dos seus donos, e não criam afeto facilmente a pessoas desconhecidas. Possuem como característica o gosto pela liberdade. Precisam de espaço, para praticarem atividades físicas diariamente, não são cães de “apartamento”.

Com relação ao manejo, esses cães estão prontos para serem utilizados como guardas a partir dos 15 meses de idade, desde que introduzidos quando filhotes na fazenda, com uma boa adaptação com as ovelhas. Não necessitam de um treinamento especifico para se tornarem os guardiões do seu rebanho, fazem basicamente pelo instinto protetor. A reação dos cães guarda a acontecimentos não rotineiros é latir muito, e se for o caso de um predador, ele poderá partir ao ataque. Além disso, são animais ativos durante a noite, fazendo um tipo de patrulha durante o período. Apesar da importante função de proteger a fazenda, os preços são acessíveis para a compra desses animais.

Vale a pena investir em um cão guarda?

Os preços para aquisição são muito variáveis, e sofrem alterações se o animal possuir um registro de suas descendências. Podem ser encontrados animais à venda por R$ 1.000,00 até R$ 5.000,00, quando estes cães possuírem histórico comprovado.

Uma simples conta nos mostra o quanto é viável ter um cão de guarda em sua fazenda. Se adquirirmos um casal de animais, cada um custando R$ 2.500,00; o gasto com vacinação for de R$1.000,00; e o gasto com alimentação durante os 15 meses de preparação for de R$ 2.160,00 (Cada animal consumindo 0,5 Kg/dia e o preço da ração = R$4,80/Kg). O total de gastos com esses animais foi de R$ 8.160,00. Suponha que durante esse período de 15 meses as perdas com roubos e ataques foram de 30 matrizes, por exemplo, e que essas ovelhas custariam aproximadamente R$ 450,00 na região. O prejuízo estimado com esses ataques representaria o valor de R$ 13.500,00. A diferença de valores foi de R$ 5.340,00.

Esses cães tem um baixo custo dentro das fazendas, protegem a propriedade como um todo, incluindo o rebanho, e os funcionários e famílias que ali residem.

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A CordeiroBIZ, com o Sistema Operacional Customizado em Ovinocultura (SOCO), sustenta a compra de cães de guarda para as fazendas assessoradas.

Equipe CordeiroBIZ