A falta de organização da cadeia de ovinos no Brasil gera muitos entraves ao setor.

A brincadeira brasileira estava indo bem com concorrência já conhecida dos vizinhos uruguaios. A equipe CordeiroBIZ identificou um chamado importante e que deverá mobilizar muitos produtores a produzir animais de qualidade daqui pra frente. Segue a notícia:

“Chegou agora, dia 15 de setembro no porto de Santos um container de carne ovina da Nova Zelândia para ser servida em 120 estabelecimentos em São Paulo e para restaurantes e hotéis em outros estados. O frigorífico neozelandês Alliance juntamente com a empresa Wessel são um dos primeiros a colocar no Brasil carne ovina neozelandesa. Os cortes incluem lombo desossado, lombinho, carré, pernil com osso e paleta semi-desossada. A empresa disse em nota para o jornal Straight Furrow (28 de agosto de 2012) que o Brasil tem a capacidade de proporcionar ao Grupo Alliance retornos significativos. Com uma população em crescente expansão e uma emergente classe média, o Brasil se mostra como um grande potencial para o cordeiro da Nova Zelândia.” (Fonte: Straight Furrow, 28 de agosto de 2012, traduzido pela equipe do CordeiroBIZ)

O consumidor chegou ao seu limite. Querem sem dúvida carne de qualidade e, quem melhor do que uma das maiores produções de carne de cordeiro do mundo, para suprir a demanda brasileira?

A competição definitivamente subiu de patamar. Hoje, portanto, temos um rebanho pequeno e com baixa qualidade, capaz de atender um nicho restrito de mercado. Não cabe a um país que adere anualmente mais consumidores com poder de compra, produzir de forma tão pouco competitiva e ineficiente.

Aos produtores que não entenderam, o cordeiro tem sim seu mercado. Ele somente precisa ser mais bem explorado com carnes de qualidade, produtos padronizados e uma oferta maior de animais que consiga suprir a demanda de mercado.

A entrada da carne neozelandesa no país pode servir de alerta. Talvez essa quantidade dos embarques da Nova Zelândia que chegaram ainda seja insuficiente para causar algum tipo de concorrência, mas caso se intensifique, pode influenciar os preços pagos pela carcaça ovina no mercado paulista. É o surgimento de um produto diferenciado, que pode servir como referência para desvalorizar carcaças ruins e agregar valor para quem produz qualidade.

Ao produtor cabe o primeiro passo: DECIDIR!

Ao produtor cabe o primeiro passo: DECIDIR!

Em suma, a mesma situação para uns pode ser encarada como uma oportunidade, enquanto que para outros, uma ameaça.

A Nova Zelândia tem sua produção disponibilizada o ano todo e atende diferentes padrões de exigência, o que chama a atenção de grandes restaurantes e marcas como a Wessel.

Produtores, é necessário entender que marcas criadas para atender pequenos mercados, geram pequenos negócios. Atender a um padrão de restaurantes com demanda diária mostra-se cada dia mais difícil para a produção brasileira.

Nossos vizinhos já entenderam isso!

E então, qual seria o foco da ovinocultura brasileira? Produção de animais para pista, sem incremento genético nenhum aos produtores de cordeiros para corte, ou animais que consigam atender demanda do nosso próprio país? É importante definir um nicho de atuação. Qual a cara que queremos ter? No que seremos realmente bons?

Fica aqui, mais um material CordeiroBIZ para reflexão.

Equipe CordeiroBIZ