A palestra será ministrada pela Profa. Dra. Bruna Fernanda da Silva que possui graduação em Ciências Biológicas (2001-2005). É mestre (2007) e doutora (2012) pelo curso de Pós-Graduação em Biologia Geral e Aplicada, área de concentração Biologia de Parasitas e Microorganismos, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Botucatu.

Atualmente é docente e pesquisadora no curso de mestrado (Stricto Sensu) em Ambiente e Saúde da Universidade do Planalto Catarinense – UNIPLAC. Tem experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Helmintologia Veterinária, atuando principalmente no seguinte tema: epidemiologia, diagnóstico e profilaxia das parasitoses de ruminantes.

Um dos principais entraves na produção de ovinos é a infecção causada por nematódeos gastrintestinais (Louvandini et al., 2006; Amarante et al., 2009). A elevada prevalência, associada à grande patogenicidade, faz do Haemonchus contortus, a principal espécie endoparasita de ovinos em regiões com clima tropical e subtropical (Charles, 1995; Amarante et al., 2004; Ramos et al., 2004; Nogueira et al., 2009). Este parasita vive no abomaso dos pequenos ruminantes e é hematófago, portanto, durante toda sua vida parasitária, se alimenta de sangue. Os animais portadores de carga parasitária elevada podem apresentar anemia severa e os casos de mortalidade de ovinos causados pela hemoncose são relativamente comuns.

A verminose é um dos principais problemas sanitários na criação de ovinos e devido ao sério problema de desenvolvimento de resistência dos parasitas a praticamente todos os anti-helmínticos disponíveis no mercado, métodos alternativos de manejo devem ser empregados. O pastejo rotacionado e alternado com diferentes espécies de herbívoros é uma alternativa que promove a descontaminação da pastagem pelas larvas infectantes dos nematódeos gastrintestinais, porém, identificar e eliminar os animais susceptíveis a verminose do rebanho é um passo importante para o sucesso do manejo. Outros fatores como taxa de lotação, tipo de pastagem, devem ser levados em consideração para o controle do parasitismo gastrintestinal em ovinos e caprinos, tal palestra abordará os efeitos dos sistemas integrados de produção agropecuária no controle da contaminação da pastagem por parasitas gastrintestinais de ovinos.

Referências Bibliográficas

Louvandini, H., Veloso, C.F.M., Paludo, G.R., Dell’Porto, A., Gennari, S.M., McManus, C.M., 2006, Influence of protein supplementation on the resistance and resilience on young hair sheep naturally infected with gastrointestinal nematodes during rainy and dry seasons. Vet. Parasitol. 137, 103-111.

Charles, T.P., 1995, Disponibilidade de larvas infectantes de nematódeos gastrintestinais parasitas de ovinos deslanados no semi-árido pernambucano. Cienc. Rural 25, 437-442.

Amarante, A.F.T., Susin, I., Rocha, R.A., Silva, M.B., Mendes, C.Q., Pires, A.V., 2009, Resistance of Santa Ines and crossbred ewes to naturally acquired gastrointestinal nematode infections. Vet. Parasitol. 165, 273-280.

Amarante, A.F.T., Bricarello, P.A., Rocha, R.A., Gennari, S.M., 2004, Resistance of Santa Ines, Suffolk and Ile de France sheep to naturally acquired gastrointestinal nematode infections. Vet. Parasitol. 120, 91-106.

Nogueira, F.A., Rocha, F.T., Ribeiro, G.C., Silva, N.O., Geraseev, L.C., Almeida, A.C., Duarte, E.R., 2009, Variação sazonal da contaminação por helmintos em matrizes ovinas e borregos submetidos a controle integrado e criados em pastagens tropicais. Cienc. Rural 39, 2544-2549.

Informações do palestrante adaptadas pela equipe organizadora do I Workshop Internacional em Sistemas Integrados de Produção Agropecuária “Ovinocultura de Corte”

Interessados em participar do evento, comparecer no dia para fazer sua inscrição. Para mais detalhes clicar na imagem abaixo.